Um estudo conduzido por universidades e órgãos públicos brasileiros identificou a presença da bactéria Listeria monocytogenes em alimentos de origem animal e equipamentos de processamento em sete estados do país. O patógeno, que pode causar a listeriose, uma doença com alto índice de letalidade em casos graves, foi encontrado em 7,3% das 248 amostras analisadas.
A pesquisa, publicada na revista Ciência Rural, foi realizada por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Unicamp e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Saneamento de Ceres (GO). As coletas ocorreram entre março e abril de 2023, em 33 indústrias nos estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rondônia, Tocantins e no Distrito Federal.
O micro-organismo foi identificado principalmente em carne de frango mecanicamente separada, com 84% de positividade, seguida por produtos cárneos processados (8,3%), cortes de frango (4%) e laticínios (3,1%), incluindo queijo muçarela e minas frescal. Não houve detecção da bactéria em cortes bovinos, salsichas, sorvetes, picolés ou tortas congeladas.
[DETALHES]
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A Listeria monocytogenes pode causar desde sintomas leves até quadros graves como meningite, septicemia, aborto e infecções neonatais
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A letalidade pode chegar a 70% entre gestantes, idosos e imunocomprometidos
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Produtos contaminados incluem linguiças frescais, frango desfiado, queijos frescos e carnes processadas
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O estudo aponta para possível contaminação cruzada nos equipamentos de produção
[O que é a listeriose?]
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Doença causada pela bactéria Listeria monocytogenes
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Transmitida por alimentos contaminados
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Em casos graves, pode causar meningite, infecção generalizada e morte
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Grupos de risco: gestantes, idosos, recém-nascidos e pessoas com baixa imunidade
[RECOMENDAÇÕES DO ESTUDO]
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Fortalecer monitoramento e fiscalização em toda a cadeia de produção
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Preencher lacunas na legislação, especialmente para carnes e produtos crus
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Adotar práticas rigorosas de higiene em equipamentos e ambientes industriais
Fonte: Brasil de Fato




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