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Renina Katz: uma existência de criações e emoções

Visitar o ateliê de Renina Katz é multiplicar descobertas. Ao abrir a mapoteca de seu arquivo pessoal, na rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, surgem reflexões que expressam seu cotidiano, experimentações e um processo criativo contínuo. Neste momento da partida de Renina, estão presentes várias questões: O que significa uma existência dedicada à Arte? Quais as etapas dessa trajetória? Como avaliar seu legado? As respostas não são fáceis, provavelmente vão surgir acompanhadas de inúmeras outras perguntas.

Renina Katz Pedreira (Rio de Janeiro, dezembro de 1925 – São Paulo, 21 de janeiro de 2025), mais conhecida como Renina Katz, é gravurista, desenhista, ilustradora, aquarelista e docente. Faz parte da galeria das grandes gravuristas brasileiras, ao lado de Fayga Ostrower, Maria Bonomi, entre tantas outras artistas.

Filha de judeus asquenazitas poloneses, estabelecidos em glebas cabralinas após o término da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Renina inicia sua carreira nos anos de 1940, no Rio de Janeiro. Em 1946, tem aulas com o ilustrador e gravurista austríaco Axl von Leskoschek. De 1947 a 1950, estuda pintura na Escola de Belas Artes, no Rio, com licenciatura em Desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Em 1960, ingressa no Curso de Gravura, ministrado por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios, ainda no Rio.

As pesquisas da artista abrangem obras de gravura em metal, litografias e trabalhos de ilustrações. Mas é através da xilogravura que realiza inicialmente a maior parte da sua produção. Nos anos de 1950, preocupada com temas ligados às questões sociais, expressa tendências expressionistas e figurativas, evocando um universo de trabalhadores, camponeses, personagens marginalizados e retirantes.

Durante os anos de 1960, afasta-se dessa temática e de propostas figurativas. Nesse momento, Renina sente a necessidade de “multiplicar matrizes” – com possiblidades de explorar valores tonais.

Após mudar-se para São Paulo, em 1951, ministra os cursos de Gravura e Desenho, no Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand” – Masp. De 1952 a 1955, dá aulas na Fundação Álvares Penteado – Faap.

Em 1955, torna-se docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU-USP. Nesta instituição, completa o mestrado, com a dissertação Matrizes Modificadoras do Campo Plástico, em 1976 – o primeiro trabalho acadêmico apresentado como uma série de serigrafias. Em 1982, sua tese de doutorado Lugares – composta de 13 litografias – é a “primeira tese não verbal” apresentada na FAU-USP. Desse modo, amplia o campo de finalização e apresentação da pesquisa acadêmica de pós-graduação na USP.

A partir dos anos 2000, problemas de saúde obrigam Renina Katz a dedicar-se a aquarelas. As experimentações não cessam. As conexões entre Vida-Arte continuam a valorizar uma existência repleta de criações e emoções.

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