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Esquerda ‘correísta’ e extrema direita ultraliberal lideram apuração no Equador, que deve realizar 2º turno

O Equador se aproxima de um segundo turno das eleições presidenciais.

O Equador se aproxima de um segundo turno das eleições presidenciais. Isso porque, com mais de 50% das urnas apuradas, nenhum dos candidatos que concorreu na votação deste domingo (09) deve alcançar a quantidade de votos necessária para vencer.

Segundo indica a apuração do Conselho Nacional Eleitoral do país, o 2º turno seria entre o candidato de extrema direita e atual presidente do país, Daniel Noboa, que aparece com pouco mais de 45% dos votos, e Luisa González, candidata de esquerda ligada à corrente política do ex-mandatário Rafael Correa, que ficaria com cerca de 43% dos votos.

Em terceiro lugar aparece o líder indígena Leonidas Iza, com cerca de 5%. Segundo as regras eleitorais equatorianas, para vencer no primeiro turno é preciso conquistar mais de 50% dos votos ou ultrapassar os 40% e abrir 10 pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado.

Esta será a segunda vez que os candidatos se enfrentam no segundo turno de uma corrida eleitoral para a Presidência. A primeira foi em 2023, em uma eleição antecipada para completar os 15 meses de mandato de Guillermo Lasso, que havia convocado uma votação rápida para evitar o impeachment por suposto desvio de dinheiro. À época, Noboa venceu com margem apertada de 52,1% dos votos.

Nas eleições de 2023, González terminou o primeiro turno com mais votos – perdendo apenas para Noboa no segundo turno. Ela integrou o governo do ex-presidente socialista Rafael Correa e prometeu seguir suas políticas, mas insistiu que o ex-presidente não passará de um conselheiro em seu governo.

Segundo o CNE, a participação na votação deste domingo foi de 83,3% e a jornada eleitoral ocorreu com normalidade.

González denuncia irregularidades

Mais cedo neste domingo, após realizar seu voto, a candidata Luisa González alegou que o processo ocorreu com irregularidades, dizendo que o “candidato-presidente não pediu licença”, referindo-se à relutância de Noboa em se afastar do cargo presidencial durante a campanha eleitoral.

De acordo com a Constituição do Equador, autoridades que concorrem à reeleição devem solicitar a licença do cargo e, no caso do chefe de Estado, é necessário que ele entregue o poder à vice-presidência. No entanto, Noboa não pediu a licença durante o período da campanha eleitoral, ocorrido entre 5 de janeiro e 6 de fevereiro.

Em vez de delegar o cargo à vice-presidenta Verónica Abad, entregou o posto à secretária de Administração Pública Cynthia Gellibert, nomeando-a como “vice-presidenta responsável” e deixando o cargo presidencial apenas nos dias em que realizou atividades eleitorais.

Nesse sentido, González também criticou a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador, Diana Atamaint, ao afirmar que a autoridade “em vez de ser uma guardiã do processo eleitoral, tem sido uma gerente de campanha de Daniel Noboa, permitindo que irregularidades sejam cometidas e a lei não seja cumprida”.

Violência e insegurança marcam governo Noboa

O Equador vive uma grave crise de segurança, assolado pela violência de grupos narcotraficantes. Durante seu governo, Daniel Noboa implantou políticas severas contra organizações ligadas a cartéis internacionais e combate às gangues, e decretou Estado de exceção em diversas partes do país.

Segundo o governo, os homicídios foram reduzidos em 16% em 2024. No entanto, os dados mostram uma realidade diferente da divulgada pelo governo. No Equador, mais de 30 políticos foram assassinados desde 2023, incluindo o candidato presidencial Fernando Villavicencio (de centro), baleado ao sair de um comício em Quito em agosto de 2023.

Nos últimos anos de governo Noboa, o Equador testemunhou uma escalada alarmante da violência e da insegurança, uma situação que colocou em xeque a estabilidade do país e a vida dos seus cidadãos.

Além disso, foram denunciadas diversas irregularidades cometidas pelo presidente durante a campanha. No início da corrida eleitoral, por exemplo, o ultraliberal não pediu licença do cargo para fazer campanha, medida obrigatória para a lei equatoriana.

Somado a esse fator, na semana anterior ao pleito, Noboa aumentou a lista de decretos repressivos e anunciou o fechamento dos portos e aeroportos do país, sob a justificativa de prevenir “as tentativas de desestabilização por parte de grupos armados”. A medida, em vigor desde o último sábado (8), estará em vigor até segunda (10).

Portanto, as eleições ocorreram sob a imposição presidencial. “As fronteiras estarão fechadas”, Noboa havia ressaltado em comunicado.

Notícia em atualização…

*Com AFP e Opera Mundi

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