A Polícia Federal (PF) inicia nesta segunda-feira (26), nas dependências do Supremo Tribunal Federal (STF), a fase mais aguda da investigação sobre o Banco Master. Ao tomar o depoimento de oito peças-chave do esquema, os investigadores têm um objetivo tático claro: afunilar as provas para confirmar a participação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), como o artífice político da operação fraudulenta.
As oitivas, mantidas sob sigilo por ordem do ministro Dias Toffoli, começam com Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB. Para a PF, Dario é o fio da meada. Como gestor do banco estatal, ele teria executado a compra de carteiras de crédito sem lastro do Master um prejuízo potencial de R$ 12 bilhões que jamais passaria pelo crivo técnico sem uma ordem expressa do Palácio do Buriti.
O “Dono” do BRB
A linha de investigação investiga a linha de comando do BRB sob Ibaneis Rocha, se ele deixou de ser um banco público para atuar como braço de negócios de interesse do governador. A insistência de Ibaneis em defender a higidez do banco, mesmo diante das provas da Operação Compliance Zero, e sua declaração de que o governo estaria “pronto” para aportar recursos do Tesouro para cobrir o rombo, são vistos como confissões de responsabilidade.
Na terça-feira (27), será a vez de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB. A expectativa é que os depoimentos desmontem a tese de “erro técnico” e exponham a cadeia de comando que obrigou o banco dos brasilienses a socorrer o banco de Daniel Vorcaro.
Tensão no STF
O clima dos depoimentos é de tensão, agravado pela postura do relator, Dias Toffoli. O ministro, que já foi citado em reportagens por ligações indiretas com o Master (via familiares e viagens com advogados da causa), impôs um ritmo acelerado às oitivas, concentrando tudo em dois dias uma decisão que frustrou a estratégia da PF de confrontar versões com mais calma.
Fonte: Com informações da Agência Brasil




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