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Comissão pode reabrir investigação sobre morte de Juscelino Kubitschek

Morte do ex-presidente é oficialmente classificada como acidente de trânsito. No entanto, dúvidas persistem

A Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, ligada ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), pode reabrir as investigações sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK), ocorrida em 1976. O caso será discutido em uma reunião marcada para hoje (14), no Recife (PE), onde os membros da comissão estão realizando buscas por corpos de vítimas da ditadura militar (1964-1985).  

A proposta de reabrir o caso partiu de Nilmário Miranda, assessor especial do MDHC, que defende uma nova análise dos fatos. JK, que foi presidente entre 1956 e 1961, teve sua morte oficialmente classificada como acidente de trânsito. No entanto, dúvidas persistem, especialmente porque laudos médicos da época não incluíram exames toxicológicos para verificar se o motorista de JK poderia ter sido envenenado.  

O que aconteceu com JK?  

Juscelino Kubitschek morreu em 22 de agosto de 1976, quando o carro em que viajava foi atingido por uma carreta e um ônibus na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro. Na época, a ditadura militar afirmou que se tratava de um acidente, versão que foi aceita por uma comissão da Câmara dos Deputados nos anos 2000.  

No entanto, investigações posteriores levantaram suspeitas. Comissões da Verdade de São Paulo e Minas Gerais apontaram indícios de sabotagem e intoxicação. Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) concluiu, na década de 2010, que não houve colisão entre o carro de JK e o ônibus, descartando parte da versão oficial.  

Por que reabrir o caso?  

A reabertura das investigações busca esclarecer se a morte de JK pode ter sido um atentado político. Durante a ditadura, o ex-presidente era visto como uma figura incômoda. Ele havia sido cassado pelos militares em 1964 e era uma voz crítica ao regime.  

A Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos tem como objetivo investigar crimes cometidos durante a ditadura, garantindo justiça e reparação às vítimas e suas famílias. A reanálise do caso de JK pode trazer novas informações sobre um dos episódios mais misteriosos da história recente do Brasil.  

Fonte: Brasil de Fato

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