O prato feito do brasileiro ficou significativamente mais barato no último ano. Dados consolidados de 2025 mostram uma deflação robusta nos itens essenciais da cesta básica, trazendo um alívio direto para o bolso do consumidor. Segundo levantamento da Neogrid, o preço do feijão recuou, em média, 31%, enquanto o arroz branco ficou 25,5% mais barato.
A queda nos preços ocorreu mesmo diante de desafios pontuais de abastecimento no varejo, confirmando uma tendência de desaceleração da inflação de alimentos que se estende para 2026.
A Queda do “PF”
Os números mostram o impacto real na gôndola. O quilo do feijão preto, que pesava no orçamento, caiu de R$ 8,84 para R$ 6,10. Já o arroz branco baixou de R$ 7,15 para R$ 5,33. O azeite de oliva (-19,6%) e o leite (-9%) também seguiram a trajetória de queda.
Apesar da redução nos preços, o consumidor ainda enfrentou alguma falta de produtos (ruptura) nas prateleiras, especialmente no fim do ano, mas em níveis menores do que em 2024.
Ovos no Menor Nível em 6 Anos
Outro destaque é a proteína. O preço dos ovos despencou, atingindo em janeiro de 2026 o menor patamar para o mês em seis anos, segundo o Cepea/Esalq. Em Bastos (SP), principal polo produtor, a caixa do ovo branco caiu quase 25%.
Dois fatores explicam esse alívio:
- Custo de Produção: O milho, principal alimento das galinhas, ficou mais barato com a boa safra, reduzindo o custo para o granjeiro.
- Sazonalidade: As férias escolares diminuem a demanda pela merenda, forçando a queda dos preços no início do ano.




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