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GEOPOLÍTICA

Maduro se declara ‘prisioneiro de guerra’ em corte de NY e desafia EUA

Em sua primeira aparição, presidente venezuelano nega acusações e transforma julgamento em uma batalha sobre soberania e direito internacional

Em sua primeira aparição em um tribunal de Nova York após ser capturado por forças militares americanas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, adotou uma postura de desafio e redefiniu os termos de sua batalha jurídica. Ele se declarou “prisioneiro de guerra”, rejeitou categoricamente as acusações e negou a legitimidade da corte para julgá-lo como um criminoso comum.

“Sou o presidente da Venezuela e me considero prisioneiro de guerra. Fui capturado em minha casa, em Caracas”, declarou Maduro ao juiz, enquadrando sua situação não como um processo criminal, mas como um ato de guerra que viola sua imunidade presidencial e a soberania de seu país. Ao lado dele, a primeira-dama, Cilia Flores, também se declarou inocente e exigiu acesso consular.

A estratégia de Maduro é clara: transformar o julgamento em um referendo sobre a legalidade da invasão americana. “Não sou culpado, sou um homem decente e sigo sendo o presidente do meu país”, afirmou, recusando-se a se submeter ao papel de réu.

Batalha em duas frentes

Enquanto Maduro abria a frente de batalha jurídica em Nova York, seu governo demonstrava resiliência em Caracas. A presidente interina, Delcy Rodríguez, comandou uma reunião do Conselho de Ministros, projetando uma imagem de plena operacionalidade do Estado e garantindo a continuidade institucional. A mensagem é que a tentativa de “decapitar” o governo falhou.

Paralelamente, na ONU, o embaixador venezuelano, Samuel Moncada, exigia que o Conselho de Segurança assumisse sua responsabilidade e garantisse o respeito à imunidade diplomática de Maduro e seu retorno seguro à Venezuela.

A resposta venezuelana se desdobra, assim, em três eixos: a resistência institucional em Caracas, a batalha diplomática na ONU e, agora, a luta pessoal de Maduro para transformar seu sequestro em um julgamento sobre a própria legalidade das ações de Washington no cenário mundial.



Fonte: Com informações da Telesur

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