Em meio a uma crescente onda de protestos nos Estados Unidos, mulheres feministas lançaram o movimento “ICE out”, com o objetivo de enfrentar as ações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), duramente criticado por seu papel em prisões, deportações e redadas violentas.
O chamado à mobilização coincidiu com o aniversário de 82 anos de Angela Yvonne Davis, referência histórica na luta contra o racismo e as estruturas de opressão, cuja trajetória inspira as organizações engajadas nessa resistência.
Grupos como Women”s March, May Day Strong e Rising Majority divulgaram nas redes sociais seu compromisso em combater a repressão promovida pelo ICE por meio de ações comunitárias, educação política, formação e pressão direta sobre as instituições federais apontadas como responsáveis por práticas de violência sistemática.
Segundo informações divulgadas pelos organizadores, o movimento ICE out já articula atividades em diversos estados do país, reunindo cerca de 200 organizações e coletivos, com mais de mil eventos agendados um forte indicativo de mobilização e coordenação social.

Em nota, a Women”s March afirmou que o feminismo promove conexão como estratégia para enfrentar sistemas de violência baseados no isolamento e convocou a construção de poder coletivo para proteger comunidades e liberdades, sem esperar autorização.
A intensificação das ações do ICE tem provocado manifestações em várias cidades dos Estados Unidos. Os grupos feministas ressaltam a urgência de uma resposta organizada, baseada na educação política, na ação não violenta e na pressão institucional.
A mobilização reflete a crescente oposição da sociedade civil às políticas migratórias e de segurança consideradas repressivas, posicionando o ICE out como uma das expressões mais atuais da resistência feminista à violência estatal.
Fonte: Mídia Ninja




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