O Carnatal, mais uma vez, foi um sucesso de público.
Algumas pessoas perguntaram o porquê eu não fui fazer uma resenha RAPOSÍSTICA.
Não tenho nada contra o evento, mas, particularmente, não sou fã do clima inerentemente hedonista dos carnavais. Talvez em razão da minha formação profundamente religiosa.
Não falo isso a partir de uma perspectiva moralista. Não tenho nenhum julgamento em relação a quem gosta da festa. Apenas é um ambiente no qual não me sinto bem.
Muitos gostam do evento, frequentando-o há anos ou até décadas. Quem também gosta é a direita cristã conservadora pelo menos a parcela pertencente ao empresariado que lucra com a festa.
A direita moralista que nas manifestações públicas condena a “promiscuidade” é a mesma que lucra com a “promiscuidade” do Carnatal, seus beijos triplos, suas trocas de casais, sua “put4r14” filmada do ângulo privilegiado do camarote. Neste ano até Fantasia de Pênis Gigante havia nos camarotes frequentados pela elite natalense direitista, cristã, conservadora.
A direita que pública e diariamente ataca a causa LGBT, acusando-a de “mimizenta”, é a mesma que lucra financeiramente com o “pink money” dos milhares de foliões LGBTs.
A direita que, em qualquer outra época do ano, critica as demonstrações homossexuais de afeto em público é a mesma que, durante o Carnatal, não só aceita as referidas manifestações como as filma e as divulga nas redes em formato de “resenha”.
O Carnatal é mais uma prova da intrínseca hipocrisia da direita que só é contra a “promiscuidade” quando não pode transformá-la em dinheiro.




Os comentários estão fechados.